Conteúdo on-line

Confira aqui as atividades propostas pela Secretaria de Educação nesse período de distanciamento social.

Escolha primeiro o ano

Vitória da Conquista

Joia do sertão baiano

"Conquista, joia do sertão baiano;
Esperança ridente do brasil
A ti, meu orgulho soberano.
O afeto do meu peito juvenil
A ti minha esperança no futuro
Os sonhos do meu casto
coração,
És e sempre serás meu palinuro
Ó pérola fulgente do sertão”
Hino do município de Vitória da Conquista
(Letra de Euclides Dantas,
Melodia do Maestro Francisco Vasconcelos)

O sonho de construção de uma cidade, para todos, começa no conhecimento de sua história.

A história de Vitória da Conquista se entrelaça com a história de outras regiões do Brasil e nasce a partir das expedições portuguesas que se entranharam no interior do Brasil, algumas em busca de riquezas, outras em missões de povoamento do território.

Acalentando o sonho da conquista de riquezas e reconhecimento da Coroa Portuguesa, João Gonçalves da Costa sai da região de Trás-os-Montes, em Portugal e vem para o Brasil com a missão de “desbravar o Sertão da Ressaca” no interior da Bahia.

A conquista pelo espaço do interior baiano traz em seu cerne a investida dos europeus no povoamento da região, com a construção de arraiais, trazendo a “civilização” para o sertão.

Mongoyós, Ymborés e Pataxós viram seu território ser ocupado por aquelas pessoas estranhas e, em defesa de seu território, lutaram de todas as formas, na resistência aos colonizadores até o estabelecimento de alianças e acordos de paz. Assim, o estabelecimento do Arraial da Conquista não se deu de modo pacífico, tendo a “vitória” os povos chegantes que “conquistaram” o espaço dos derrotados - os povos indígenas – que se retiram para regiões próximas.

A ocupação do território se torna objeto de curiosidade de viajantes e estudiosos. Por aqui passou até o Príncipe, que se encantou com a fauna e flora da região.

Ao longo de sua história, Vitória da Conquista tem se destacado por suas singularidades: devido às baixas temperaturas no inverno ganhou as alcunhas de “terra do frio na Bahia” e “Suiça Baiana”.

A cidade é, também, uma fonte de riquezas nas artes e no conhecimento: ofereceu para o Brasil e para o mundo preciosidades como o cineasta de Glauber Rocha, a musicalidade de Gilberto Gil, Xangai, Elomar Figueira e tantos outros músicos da cidade, a maestria de Ricardo Castro nas teclas do piano e na regência da Orquestra Juvenil da Bahia, as artes plásticas de Sílvio Jessé, Romeu Ferreira e Alberto David a escultura de Cajaíba, a intelectualidade de Laudionor Brasil e de Camillo de Jesus Lima (que foi também um grande poeta). Nas letras, viajamos nos contos e versos de Heleusa Câmara, Carlos Jehovah e Esechias Araújo Lima. No teatro, nos presenteou com artistas como Geraldo Sol, Sônia Leite e o dramaturgo e ator Gildásio Leite. Conquista, como é carinhosamente chamada por aqueles que aqui nasceram, ou a adotaram como cidade do coração, é uma cidade acolhedora, de um povo batalhador, bravo e forte e vem se fortalecendo como uma cidade próspera.

Ainda há muito a se fazer e a se construir. Todos nós, cidadãos conquistenses, continuamos, diariamente, fazendo a história de nossa cidade e você, também, faz parte dessa história. Que tenhamos orgulho da nossa querida terra sertaneja!

Parabéns Vitória da Conquista!

Sua Rede Municipal de Educação

A independência do Brasil

O sonho de liberdade do povo brasileiro não se iniciou em 1822.

Os ventos dos iluministas (a liberdade, igualdade e fraternidade) já sopravam, sobre as terras brasileiras, muito antes da chegada da família real ao Brasil. As ideias de Voltaire, Rousseau, Montesquieu circulavam no Brasil colônia. E o tal sonho dos brasileiros, de se libertar do domínio de Portugal, começava em Minas Gerais e na Bahia, muitas décadas antes do “Grito do Ipiranga”.

Ainda em 1789, nas Minas Gerais, com o lema “Libertas quae sera tamen” (Liberdade ainda que tardia), os inconfidentes inspirados por esses ideais, aspiravam por um Brasil independente das altas cobranças de impostos, do quinto do ouro e da derrama. Enquanto na Bahia, em 1798, os participantes da Revolta dos Alfaiates buscavam o fim das amarras e da opressão do governo português. Sua luta pela liberdade estava além dos interesses de um pequeno grupo: era imperativo o fim da escravidão.

A necessidade de ser livre crescia a tal ponto que, em 1822, a princesa Leopoldina, apercebida de que não era mais possível evitar o rompimento do Brasil com Portugal e que, caso o príncipe não o fizesse, o povo faria, aconselha o príncipe regente, D. Pedro I, a declarar o Brasil independente de Portugal. E é, assim que, em 07 de setembro de 1822, D. Pedro I oficializa o rompimento dos laços do Brasil com o governo português; o Brasil consegue sua emancipação política.

Apesar do processo de independência do Brasil não ter tido participação popular, nem ter vindo acompanhado do fim da escravidão, esse acontecimento reascendeu no povo brasileiro o desejo de lutar por direitos e cidadania; por liberdade.

Cunhado em nós sempre estará o sentimento que tão bem a poeta descreveu

"Liberdade, essa palavra
que o sonho humano alimenta,
que não há ninguém que explique
e ninguém que não entenda".
Cecília Meireles (Romanceiro da Inconfidência)

Já se disse por aí que um povo sem memória é um povo sem história, e sem a nossa história estamos fadados a repetência dos erros e fracassos. Que tal embarcarmos, durante toda essa semana, numa viagem sobre nossa memória e história enquanto povo brasileiro? Disponibilizaremos atividades que estimulem sua reflexão sobre nossa trajetória e, também, leve você a aprender, um pouco mais, sobre a nossa Independência.

Sua Rede Municipal de Educação

Vitória da Conquista, 19 de junho de 2020.

Queridos alunos e parceiros,

Estamos chegando ao final de uma etapa construída em um cenário de muitas mudanças repentinas da vida como conhecíamos. Apesar de todas as dificuldades, características de um momento como o que estamos vivendo, alcançamos alguns êxitos e estamos gratos por eles. Faremos uma pausa, agora, em nossos estudos, assim, você poderá recarregar as energias para nosso retorno no dia 06 de julho, que ainda será não presencial, mas mantemos acesa a esperança, e portanto, estamos planejando com muito empenho, o nosso retorno presencial, em breve.

Até lá desejamos a todos saúde, segurança e um bom descanso. Aproveitamos, também, para agradecer a parceria de cada escola da rede municipal de educação, e de cada família que de igual modo tem investido esforços para a consolidação da educação de seus filhos.

Em especial, agradecemos a equipe de produção e gerenciamento de conteúdo didático para o estudo não presencial, a qual neste primeiro bimestre contou com a colaboração das escolas que serão mencionadas a seguir, a cada uma, nossa imensa gratidão:

Marlene Flores
Josias Casaes
Maria Leal
Edivanda Maria Teixeira
Alaor Coutinho
José Mozart Tanajura
Euclides da Cunha
Tobias Barreto
Padre Isidoro
Carlos Santana
Fidelcina Carvalho Santos
José Rodrigues do Prado
Cláudio Manoel da Costa

No retorno de nossas atividades contaremos com outras colaborações e novidades.

Até daqui a pouco!

Sua Rede Municipal de Educação

Confira as repostas
Carta ao aluno(a):

Vitória da Conquista, 13 de abril de 2020.

Querido (a) aluno (a),

Foi pensando em você que construímos este espaço de aprendizagem. Queremos que faça deste tempo, de distanciamento social, uma oportunidade de saber mais sobre o mundo, em que vivemos. Há muito para saber e explorar.

Esperamos que você faça bom uso do que a tecnologia nos oportuniza neste momento, em que estamos impossibilitados de estarmos juntos fisicamente. O acesso é simples:

1) No espaço acima entre no ano que você estuda;

2) Localize seus estudos na pasta destinada as áreas de saber (matemática, geografia, ciências, etc.);

3) Explore todo o conteúdo atentamente – a cada semana novos materiais serão disponibilizados.

Em breve estaremos juntos novamente. Fique em casa, cuide-se e estude! Logo, tudo isso vai passar!

Com carinho,

Sua Rede Municipal de Educação

"Na leitura da lição não se busca o que o texto sabe, mas o que o texto pensa. Ou seja, o que o texto leva a pensar. Por isso, depois da leitura, o importante não é o que nós saibamos do texto o que nós pensamos do texto, mas o que - com o texto, ou contra o texto ou a partir do texto - nós sejamos capazes de pensar."

Jorge Larrosa